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24 fevereiro 2012

A fuga e a circulação de cérebros

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Os nossos emigrantes não têm razões para voltar se o modelo económico se mantiver tal qual, a não ser o sol e o mar que exercem um poderoso chamamento. Com a circulação o país de origem ganha muito com isso, com a fuga só perde. Ora em Portugal esses cérebros estudaram à custa do país e depois vão enriquecer os países mais ricos que nós.
Isto é, o modelo económico seguido em Portugal não só nos mantém na retaguarda do desenvolvimento e da pobreza como não dá lugar ao que mais importante temos. O capital humano!

Não são de burro, mas também não chegam ao céu

Dizem os actuais (des)governantes que não só cumprem tudo o que a "troika" manda como até vão mais além, mas o certo é que não resolvem os problemas do país, antes os agravam.
Como diz Paul Krugman, na crónica parcialmente reproduzida aqui, o país está a ser sacrificado em nome de teorias que, está a ver-se, só contribuem para degradar a situação económica e social do país.
Quem o diz é a União Europeia que prevê, para este ano, uma quebra na economia portuguesa da ordem dos 3,3%, superior às últimas previsões do governo (-3%) e do Banco de Portugal (-3,1%) e que, a nível europeu, apenas é suplantada pela pela Grécia (-4,4%).
Ah!, mas contra todas as evidências, o ministro Gaspar mantém a crença de que a austeridade vai permitir a Portugal recuperar "gradualmente"a confiança e a credibilidade.
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A culpa continua a ser só do Sócrates, que este Governo ainda só está há 8 meses em "funções"

Turismo espanhol no Algarve cai 40%! Por causa das portagens? Por causa de obrigarem os espanhóis a fazer fila em frente a uma maquineta para tirarem um ticket que lhes permite circular em Portugal? Não!, é o super-homem!

Emigrai e multiplicai-vos

"Os diplomatas portugueses "não prestam para nada"[...]
[...] o Presidente da República e o ministro dos Negócios Estrangeiros, «a única coisa que vêm cá [aos Estados Unidos] fazer é gastar dinheiro e passear"
O Ministro dos Negócios Estrangeiros engrossou a voz e declarou, impotente, que o impacto não é significativo "150 [vistos] apenas deixam de ser feitos".

Álvaro, fiquei com uma dúvida...

... a propósito da tua proposta de hoje (podes responder na caixa de comentários)

Se um "gestor de carreira para desempregados" cair no desemprego pode consultar um "gestor de carreira para desempregados"? Ou pensas criar um cargo específico para esses casos?, tipo, espera...isto não é fácil, tipo: "gestor de carreira para gestores de carreira para desempregados desempregados".
Desculpa a ignorância, mas isto é tudo novo para mim? "Lucy in the Sky with Diamonds", canta comigo, Álvaro...

23 fevereiro 2012

É só escolher, freguesa, também temos cô-écas e sótianz

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Ironia que foi

O que me tem assustado, dia a dia e cada vez mais, é a "barricada" com que os banqueiros trancam o dinheiro à economia real. O país parece estar a fechar para balanço. Um balanço que os financeiros acautelam desde há muitos meses... mansa e cinicamente.
No trabalho quotidiano com as famílias e as empresas, temo cada vez mais por um desenlace que não vai ser risonho. A vida está a parar, na produção que já se não faz, nos lares que adormecem pela manhã no pesadelo dessa sinistra 'moda' que é a insolvência das famílias.
Já me arrepio quando me lembro da ironia com que há umas semanas advertia que "um dia o povo vai-lhes às ventas".
Ironia?

20 fevereiro 2012

General da Força Aérea arrasa Ministro da Defesa

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Sou Tenente-General Piloto-Aviador na situação de Reforma, cumpri 41 anos de serviço efectivo e possuo três medalhas de Serviços Distintos (uma delas com palma), duas medalhas de Mérito Militar (1.ª e 2.ª classe) e a medalha de ouro de Comportamento Exemplar. Servi o meu País o melhor que pude e soube, com lealdade e com vocação, sentimentos que S. Ex.ª não hesita em por levianamente em causa. Presentemente, faço parte com muito orgulho, do Conselho Deontológico da Associação de Oficiais das Forças Armadas.
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Quem tem vindo a tentar sistematicamente destruir a vocação e os pilares das Forças Armadas, como o Regulamento de Disciplina Militar, destroçado e adulterado pelo governo anterior? Quem elaborou as leis do Associativismo Militar, para depois não hesitar em ir contra o que lá se estabelece? Quem tem vindo a fazer o “impossível” para transformar os militares em meros funcionários do Estado? Apesar disso, tem alguma missão, qualquer que ela seja, ficado por cumprir? Fala S. Ex.ª de falta de vocação baseado em que factos? Não aceita S. Ex.ª o “delito de opinião”?
Não são seguramente os militares que estão no sítio errado!

A indignação - as PMEs não são apoiadas

Uma opinião encontrada ao acaso e que mostra bem como são distribuídos os Fundos comunitários pelos milionários, pelos grandes grupos económicos e pelas empresas públicas.
"Defraudado 2 (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 10:23 | Sábado, 18
Mas ando há pelo menos dez anos a dizer que uma parte da solução do problema de Portugal passa por este tema da notícia.
Ao longo dos anos fui assistindo ao deboche protagonizado pelos grandes grupos, Amorim, Sonae, Cifial, Efacec e todas as construtoras, etc e por aí fora e de como esses fundos lhes iam parar às mãos inteirinhos, ficando as verdadeiras PMEs a 'ver navios'. Muitos desses fundos iam direitos para a roleta da bolsa para auferirem lucros obscenos nos grandes grupos da base economica do Estado que entretanto iam nacionalizando para os próprios.

Pieguice carnavalesca

Hoje na empresa onde trabalho, os serviços administrativos estão a funcionar a meio gás. Amanhã a empresa fecha, pelo Contrato Colectivo de Trabalho porque se regem as relações laborais na empresa, a Terça Feira de Carnaval é considerada para todos os efeitos como dia Feriado, passível de poder ser transferido para outro dia com significado na localidade. Com as férias de Carnaval nas escolas públicas e privadas, o trânsito hoje de manhã em Oeiras assemelhava-se ao de um fim de semana.
Há determinações que manifestamente só servem para chatear o parceiro e que, ao invés de produzirem ganhos de produtividades, têm precisamente o efeito contrário. É o que acontece quando no lugar de Primeiro-Ministro está sentado um delegado da troika a mandar bitaites sobre os hábitos e tradições dos portugueses.

19 fevereiro 2012

Passos Coelho apupado em Gouveia

Passos Coelho foi esta manhã apupado quando visitava a feira do Queijo em Gouveia. É a segunda vez, a primeira foi em Matosinhos. É necessário que o Primeiro Ministro tire as ilações devidas, se é verdade que há sempre politiquice e nem tudo é espontâneo, também é verdade que as manifestações só medram em terreno fértil e, esse, é da responsabilidade do governo.
Passos não pode ser mais "Merkel" do que Merkel, já há mais do que sinais que podemos esperar dos outros países europeus ajuda no que diz respeito à intensidade da austeridade e ao prolongamento do prazo, dois factores que aliviam em muito a pressão sobre os cidadãos.

Grupo de Apoio ao Pieguismo Jovem - GAPJ

Olá o meu nome é Xavier e sou piegas.
(coro) Olá Xavier!
É a primeira vez que aqui venho porque depois de ouvir os conselhos de um amigo percebi que tinha de aceitar o inevitável, sou um piegas.
O nosso governo, que se esforça tanto na minha educação, proporciona-me 3 meses sem aquecimento, escolas nas quais chove (excelente montagem experimental para provar o efeito da gravidade) mas também professores cansados quase exaustos de fazerem o trabalho que não é deles, felizmente muitos ainda conseguem transmitir algum gosto ao saber.

Em casa manda ela - e nela mando eu

"A mulher perdeu muito do valor que tinha. Tem muito valor num sentido mas noutro… Um país depende muito, muito das mães, pois é ela que forma os filhos. Não há melhor educadora que a mãe”
"O trabalho da mulher a tempo completo, creio que não é útil ao país. Trabalhar em casa sim, mas que tenham de trabalhar de manhã até à noite, creio que para um país é negativo. A melhor formadora é a mãe, e se a mãe não tem tempo para respirar como vai ter tempo para formar”
Convém não olhar para estas declarações como se de arqueologia se tratasse. Um homem da envergadura deste Cardeal sabe muito bem o que diz. Estamos a viver um tempo de grandes alterações e de retrocesso do modelo social construído ao longo do últimos cinquenta anos.

17 fevereiro 2012

Contrariar a resistência

Hoje e contrariamente ao habitual, enrolei-me nuns trajes de velha, agarrei um pau e juntei-me ao desfile de carnaval dos meus alunos e da minha escola. Este ano quisemos avivar a tradição do entrudo e reduzir os gastos. Os alunos, que no início resistiram à ideia preferindo encarnar as personagens dos fatos que abundam nas lojas dos donos da EDP, deixaram-se convencer na sua maioria e lá iam com as roupas velhas que, ora lhes mudavam o género, ora os transformavam em figuras de outros tempos. Claro que não podia ficar de fora e apesar de não ser muito adepta deste festejo, acabei por me divertir, contagiada pelos acessórios e pela empatia das crianças. Também eu contrariei a minha resistência e por momentos esqueci-me da desgraçada vida do meu país e gozei um pouco. Este esforço valeu a pena!

15 fevereiro 2012

Um crime sem perdão (investigação nas universidades)

Um crime sem perdão se o governo não perceber que a autonomia das Universidades é fundamental para fazer avançar os projectos internacionais a que se candidatam. Num comunicado enviado hoje às redacções, o IST alerta que não é só a actividade científica que está em risco mas também a “prestação de serviços por um período indeterminado”. “Este bloqueio, que é irrazoável para instituições do ensino superior com significativa actividade geradora de receitas próprias, poderá implicar que o IST perca milhões de euros” e contribuir “para a fuga de talentos e a degradação do tecido científico nacional”, lê-se no comunicado.

Eu vivi nesse país e não gostei (por Isabel do Carmo)

"O primeiro-ministro anunciou que íamos empobrecer, com aquele desígnio de falar "verdade", que consiste na banalização do mal, para que nos resignemos mais suavemente. Ao lado, uma espécie de contabilista a nível nacional diz-nos, como é hábito nos contabilistas, que as contas são difíceis de perceber, mas que os números são crus. Os agiotas batem à porta e eles afinal até são amigos dos agiotas. Que não tivéssemos caído na asneira de empenhar os brincos, os anéis e as pulseiras para comprar a máquina de lavar alemã. E agora as jóias não valem nada. Mas o vendedor prometeu-nos que... Não interessa."
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Eu vivi nesse país e não gostei. E com tudo isto, só falei de pobreza, não falei de ditadura. É que uma casa bem com a outra. A pobreza generalizada e prolongada necessita de ditadura. Seja em África, seja na América Latina dos anos 60 e 70 do século XX, seja na China, seja na Birmânia, seja em Portugal

Pinto Monteiro, Beirão, Provedor do Povo...

No meio da selva ou, se preferirem!, da floresta legislativa portuguesa onde há sempre caminhos que contornam a realidade, em nome de um relativismo absoluto permitido pelo quase indefinido número de recursos de que as decisões são objecto e por essa espécie de instrumento protector do indefensável que é a prescrição de crimes em casos de "colarinho branco" e afins, é reconfortante ouvir Pinto Monteiro, Procurador-Geral da República. Afirmando que o exercício do cargo é efectivamente um "acto solitário", disso não nos restam dúvidas se pensarmos que foi o próprio quem assumiu que, em Portugal, o segredo de justiça é uma fraude. Sendo incontornável que, apesar do muito que está por fazer, foi sob o seu mandato que mais casos de corrupção foram julgados (banqueiros, bancários, políticos, dirigentes desportivos, autarcas e por aí adiante), Pinto Monteiro foi hoje igual a si próprio: um homem de corpo inteiro, íntegro, democrata, verdadeiro e capaz de assumir as insuficiências do sistema judicial português e as deficiências do seu aparelho legislativo (relembrem-se as afirmações e decisões do PGR em casos como o das escutas ilegais e o da violência nas escolas) .

14 fevereiro 2012

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Tragédia grega

"Mas o canal privado Mega também voltou a recordar a megamanifestação de domingo, e imagens de dois respeitados anciãos atenienses que compareceram no protesto: o conhecido compositor Mikis Theodorakis e o político Manolo Glezos, que em 1941, logo após a ocupação alemã da Grécia no início da II Guerra Mundial, iludiu os guardas e retirou durante a noite uma grande bandeira nazi que esvoaçava no Pártenon, elevando o espírito de resistência da população".
Por cá, o Governo devia estar agradecido pela manifestação de sábado. E em vez de tentar levantar a mesquinha questão dos números, devia fazer figas para que muitas outras se repitam, assim, grandiosas e ordeiras.

13 fevereiro 2012

É só 'piegas'?

"Pedidos de ajuda de famílias em dificuldades quase duplicaram em Janeiro".
 É tudo gente "piegas", como diria o primeiro-ministro Coelho que, seguramente, não me deixa em mentira.