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09 janeiro 2012

Subsídios da privada, adeus


O déficite fica em 5,4% do PIB, 0,9% acima do acordado com a Troika. O pagamento aos hospitais para estes pagarem a fornecedores borrou a  escrita. Só há dinheiro para "raspar" nos subsídios de férias e Natal da privada, por isso parece-me bem que a "justiça" vem aí para os que acham que assim é que é. Saca-se a todos!
Os buracos aparecem uns atrás dos outros fruto da incompetência e do deixa andar. Parece que aqueles a quem pagamos para serem gestores nem as dívidas dos hospitais conheciam. É a posição típica de quem sabe que alguém vai pagar por isso marimbam-se nas dívidas e no resto. Ao fim de todo este processo longo, com o acordo entre partidos, com a Troika, com os trabalhos do orçamento os buracos persistem. Ninguém sabe tudo e poucos sabem alguma coisa!
Quando teremos a próxima surpresa?

31 dezembro 2011

Não há-de ser nada

Não é preciso ser adivinho para saber que 2012 será um ano repleto, não de prosperidades, mas de dificuldades. Basta conhecer as medidas do Orçamento do Estado proposto pelo actual governo, aprovado pela maioria de direita na Assembleia da República e promulgado por Cavaco Silva, para não haver dúvidas sobre o que nos espera no próximo ano.
Porém, como podemos contar com os "avisos" de Cavaco (se bem que inúteis) e com a paradoxal  "sabedoria" do senhor Coelho e do seu governo, que acham que é pela via do empobrecimento que virá a redenção e a ultrapassagem da crise, há (haverá?)  boas razões para ter a esperança de que não há-de ser nada.
Salvo, é claro, para a anunciada multidão de novos desempregados, para a legião dos
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Gargantas fundas

Ninguém se lembra dos direitos humanos dos chineses e da sua liberdade de expressão na hora em que, como "consumidores" (o proletariado iluminado dos ultra-liberais, a par com essa outra arma de arremesso que é o "contribuinte"), vamos às lojas comprar produtos luxuosos a preços “competitivos" porque fabricados nos sweat shops onde não há horários de trabalho nem direito à greve nem nada, o paraíso realizado dos coelhos, álvaros e respectivos apoiantes. Pelo contrário, indignamo-nos porque há ainda uns atrevidos que fazem greves, CÁ.
Ah! Dizia num outro dia um sagaz comentador: a EDP foi nacionalizada pela China.
Boa e acutilante laracha.
Pois se calhar foi. Mas o relevante é que esse comentador e muitos outros que andam eufóricos com “redução do peso do Estado”, esquecem que para a China nos nacionalizar aos bocados, nós tivemos que desnacionalizar esses bocados. Alegremente. Quem é que nos mandou ser, quem é que nos manda estar a ser, mais uma vez, estúpidos?
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